19 abril 2015

Across the lake

Love is happening in the other side of the lake
But now we know that is not bad to feel alone
Here we are dancing like we'll have no more chances
Chances to cry with the words they’re saying
In the other side of the lake

Maybe it sounds like I’m feeling good tonight
But my mom told me to never say when I’m feeling good
Because people around us could send bad energies to us
Just because we’re really feeling good

God bless the fairy who put a spell on me
Like some kind of angel who felt that I needed to be free
Today I’m singing like I'll have no more chances
Chances to cry like the people

The people who are living love in the other side of the lake.


Márcio Mattos

12 maio 2014

Minha Julieta e Rom[Eu

o único veneno
                  [a raiva
deitei-me sobre o corpo que eu pensei morto
                                          [triste
tirei minha vida em súplica
                              [desculpas
e em fim morri
               [de felicidade

11 maio 2014

TOC

Apenas um sentimento e sonho que eu tento conquistar, não é, sua obrigação de realizar. É meu e somente meu o desejo de tocar esta tua caixa torácica que quando meu tato sente meu coração se arrepende de tê-la para mim. Minhas mãos deslizam e fazem caminho no seu peito vigoroso enquanto de olhos fechados seu intimo grita que não deveria estar agindo, atos que só o coração e as calças sabem citar.
Mas, meu amigo, tenho que lhe contar e principalmente dizer que sou humano e sinto esta vontade de tocar-lhe fogosamente e sentir cada milímetro de tua pele. Este seu peitoral em chamas frias e sua pele macia de fios pretos que desenham meus desejos de noites passadas que podem ser recriadas no nosso amor. Teus fios da face, teus olhos cerrados, caminhos errados pro teu coração. Aquele suspiro sofrido de amor e de excitação que somente você tem na boca quando eu, como criança louca, toco tua pele em pura emoção. Sinto falta do arrepio que sai meio vazio do seu coração, mas na boca se mostra com face fervorosa o sabor da paixão. Seu sopro me mata me joga pelas escadas dessa ciranda que nunca anda, mas dentro de mim há esperança de que ai há sim um pouco de vontade da carne que arde em meu peito desenhado em arte do amor que tenho pelo seu coração.
Mas é triste dizer que estas palavras para você tampouco posso citar de medo de amedrontar e confrontar o monstro maior do que eu que me impede de te amar. Este está dentro de ti lutando contra mim com lanças que nem eu tenho vontade de tocar. Há somente aquela mesma de sempre vontade insistente de estar enfurnado no teu peito abraçado de amores frustrados os mesmos que eu, já cansei de sonhar. Não paro um segundo esse testemunho que nem sei se um dia posso lhe mostrar, mas deixo presente a vontade insistente que eu tenho de te amar.

Márcio Mattos

23 abril 2014

Encontro

No início era somente eu e meu sentimento exagerado
Talvez na beleza que seu corpo transbordava em luzes
Onde na minha ingenuidade eu enxergava a beleza
Aquela não tão beleza, pura beleza qual eu desconhecia

Você me contava, enrolando os  cachos do meu cabelo
Coisas do amor com toda a veracidade de quem o conhece
E eu, tolo, desacreditava de suas tão belas palavras de liberdade
Aquelas que para mim não eram reais em fato

Depois de tanto mentir egoicamente sobre meu amor inflado
Conhecendo novas ramificações de possibilidades do corpo
Principalmente da minha alma que vai se espalhando pelo ar
Entendi em fim, e com vergonha e arrependimento, digo

Eu sei, hoje, que o amor não esta em tua pele, em tua boca
Sei agora que o amor está dentro de meu corpo fluindo diretamente
Ao seu corpo numa recíproca magnética de desejo pelo bem maior

A minha, a tua e por fim,  nossa felicidade

06 agosto 2013

Imaginário e o pior dos sentimentos

Ora eterno e atemporal o nosso vigor foi tomado por indecisão
Porem os pilares que o mesmo sustentava se mantem em alerta
Flechas banhadas de veneno cortando minha face
E minha face banhada de ódio esculpindo a tua dor

Fazemos um belo par de titãs numa luta imortal
Qual cessará com a queda de ambos os lados.
Sofrimento eterno
Qual de nos vai abaixar o punhal pelo bem coletivo

O imaginário toma conta de cada segundo das batidas
De cada lado há, sim, ódio e amor em pleno equilíbrio
O branco no preto e o preto no branco
Está tudo sobre a mesa. Está tudo – mal – resolvido.

Quantas milhas já foram enquanto, ainda, adormecidos
Fingimos um bem comum um pelo outro nessa guerra
Portas bélicas fecharam-se dentro de nosso íntimo
Acreditamos não estarmos armados tão potencialmente

De dentro vem uma peste se alimentando pelo chão
Peçonhento e asqueroso vem dominando o estado
Chegando à boca, aos olhos e a mente ela vem
Passara há tempo o coração deixando sofrimento eterno

Levara de nós a compaixão enquanto numa oração
Dispara o meu coração em pedido lamurioso
Sonhando com as chamas da piedade e da verdade
Talvez, do futuro.

Flechas banhadas de veneno cortando minha face
E minha face banhada de ódio esculpindo a tua dor

Sofrimento eterno, imaginário e o pior dos sentimentos

Márcio Mattos

12 junho 2013

Ensaio sobre o amor

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Ensaio sobre o amor
NA ALEGRIA E NA TRISTEZA DE MEUS PAIS E IRMÃOS

Onde é que se encontra o valor da luta pelo amor em um relacionamento nos dias que se seguem? Talvez este raciocínio esteja aqui somente para que eu possa me justificar ou talvez eu realmente tenha aprendido isto com meus pais.
Meus pais, casados a mais de vinte anos – e eu sei que isso é pouco – me mostraram o valor de conservar um relacionamento pelos tempos em uma forma de perdão. Não pense sequer por um momento que eu vivi uma vida onde assisti um casal se beijando e trocando caricias, carinhos e elogios nos bons momentos e raiva, rancor, repulsa e ódio nos maus. Foi tudo bem balanceado e a forma de expressar certos sentimentos nunca existiu na vida desse casal. Pelo menos, não para mim ou para meus irmãos. Não minto se disser que já os vi trocando algumas caricias e alguns xingamentos. Contudo a vida de amor e ódio do casal se passou mais por traz de nossos olhos e não por censura das crianças e sim porque eles são essas pessoas de emoções fortes, porém dosadas.
Quando o sol sorria na vida amorosa e conjugal do casal. Eram tudo lindos jardins de flores vivas e eles seguiam maravilhosamente uma boa vida. Um bom jantar, um bom descanso. Mas, nota-se, que estes momentos nunca na vida são valorizados como deveriam ser e os mesmos derramavam da balança como água corrente e no momento de vetorizar os pontos quem vai até o chão é sempre o lado da balança em que é o momento da briga e do ódio. Meus pais me mostraram isto em momentos em que pude ver com meus próprios olhos a minha mãe dormir junto de minhas irmãs com olhos marejados ou meu pai no sofá da sala com o olhar perdido. De costas um para o outro a vida seguia assim e na mesa do café eu conversava com minha mãe sobre divorcio. Corte este mal pela raiz, eu pensava. Todavia, e eu sempre me revoltava, eles estavam juntos depois de um tempo. Sorrindo e se amando. Havia o perdão e as coisas voltavam a caminhar normalmente. Mas o problema é que nos momentos de ódio elas não deixaram de caminhar normalmente compreende.

NA ALEGRIA E NA TRISTEZA DE MEUS AMORES E AMIGOS

Nós, jovens de vida e espírito, tão vulgarmente tolos pensamos que sabemos os meios e as leis de uma “primeira” vida. Ora, pois até para aqueles - que como eu - acreditam na vida eterna e na reencarnação sabem que nesta vida somos cobertos com um véu que nos não permite saber daquilo que já aprendemos em vidas passadas. Somos então novos no jogo da vida e principalmente e primeiramente do amor. Pensamos que sabemos como lidar com todas as situações e será que não nos arrependeremos um dia de termos ficado tão firme em certos orgulhos da vida?
Na vida conjugal de meus pais eu procurei um reflexo para justificar o porquê de as pessoas amarem e não estarem junto de seus amores para o resto de suas vidas, na saúde e na doença; na riqueza e na pobreza; na alegria e na tristeza até que a morte os separe. Certo, concordo que não é a primeira pessoa que nós nem ao menos sabemos se é o certo que devemos levar tão a serio – salvo por exceções – contudo eu não estou falando somente de relacionamento. Estou falando do mais puro amor. Uma vez que alguns de nós tivemos a sorte de encontrar, conhecer e desfrutar.
Vêm de certo, primeiramente os bons momentos. Em que o casal vive um amor infinitamente bom e satisfatório. Neste momento os amantes têm as melhores razões do mundo para serem e estarem juntos. Nada os compete o erro e nada os separa jamais. Ate o momento em que o jamais encontra mais uma vez aquele emaranhado de problemas que desequilibra a balança. E volto nas últimas palavras que citei na primeira parte deste ensaio para que fiquemos bem esclarecidos; “as coisas voltavam a caminhar normalmente. Mas o problema é que nos momentos de ódio elas não deixaram de caminhar normalmente”. O casal não mais se vê disposto a lutar pelo que importava. Vê o momento da briga, do ódio e de problemas no relacionamento como um erro irrevogável. Não mais como o momento de amor eterno o momento de dor é fatal. Na balança as coisas boas não justificam as más e as más não justificam as boas. Mas então, cadê o voto de “na alegria e na tristeza”? É para mim como ouvir na alegria amo te eternamente e na tristeza odeio te e esqueço te. Como se os seres fossem perfeitos. E essa perfeição utópica é um problema. Em certos casos essa pessoa parti em busca de outro que devera ser perfeito e se não o for partira em busca de outro e partira em busca de outro e partira em busca de outro e partira [...]
Quando o certo seria, como casal lidar com o momento difícil como um casal. Resolve-lo e seguir em frente bem. Isto não é perder o orgulho, ou se rebaixar. Isto é o amor. É esta a troca de fidelidade que o casal se propõe. Depois de tanta troca e de uma liberdade imensa em intimidade. Porque essas pessoas não são mais capazes de por os panos na mesa e limpar a roupa suja voltando ao que era. Que na verdade, não deixou de ser em momento algum. É somente a variação da alegria e da tristeza.


Márcio Mattos

16 janeiro 2013

Chamada Para Revolução do Segundo Milênio (Ano treze)


O chamamento, por mim tão esperado, porém desconhecido
Deu-se inicio no ano treze do segundo milênio.
Sei que não devo julga-los piores, meu irmãos.
Sei que devo manter em equilíbrio as leis de supremacia.

É dado o momento em que o braço direito é erguido
Portando, não falhe em pensamento de que o esquerdo não o segue em prumo
Sua visão e tão pouco aguçada que vê somente de fronte o totem.
Contudo, digo-lhes que a vista de cima revela, nas balsas
Um desenrolar de raros efeitos que são repetidos num circulo vicioso

Há neles em plena harmonia e troca sentimentos impuros.
Tais como sua ganancia e vaidade. Seu orgulho e maldade
Em suma, todo o embaraçado de sua ingenuidade

Vejo me confuso, todavia atento ao momento que se inicia
Como, de pé sozinho num mar de branco absoluto e tocando
um chão inteiramente lapidado com perfeição em marfim.
Jurando aos IN BRAN que cumprirei sim, senhores, minha tarefa
Jurando a igualdade e o respeito. Jurando tópicos de um longo trato de justiça

Numa variável de tempo que dentro de mim, eu digo a mim para não vacilar.
Eu proclamo para mim que devo ser humilde e nesse momento eu já não sei
Mesmo sabendo muito, qual vai ser o fim. Não o meu, mas o nosso.

Márcio Mattos