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12 dezembro 2011

Breve Morte


Ele se lembrava mais uma vez daquela bela juventude. Isso acontecia sem sua vontade. De repente ou ouvir uma música, sentir uma sensação, lembrar de alguma pessoa, momento ou alguma pequena coisa daquela época ele caia no túnel do tempo e era sugado novamente para todos aqueles gostos e sensações.
Doía para o pobre garoto ver-se sentado naquele escritório como o adulto que ele sempre teve medo de ser e ainda dizia que não era. Era apenas um jovem, uma criança que não cresceu. Um adolescente que não amadurece. Porém, por fome talvez. Por medo de estar perdido ele estaria ali se perdendo aos poucos. Como todos os seres humanos fazem quando deixam a inocência de lado e partem para luta com seus ternos e maletas. Ele estava ali dentro apodrecendo aos poucos a felicidade daquela juventude e chorava ao recordar as tardes ensolaradas que voltava para casa da escola. E como ele mesmo dizia: “Não me lembro de um dia sequer que tenha chovido!”.
Pois eram assim as coisas daquela época. No máximo se preocupava com a escola e nem isso. Nem tanto assim o preocupava. Quem saberia que um dia seria mais importante do que parecia?
Ele era como um conto de fadas que um grande animador contava em filmes belíssimos apresentados diretamente ao publico infantil. Era como se nunca fosse crescer. Ele sabia que esse dia chegaria, mas temia-o com todas as forças de seu ser. E hoje somente sabe ver o mundo como uma prisão de cegos adultos. Infelizes rondando pelas ruas de sua pequena fuga. Perto de casa sentindo-se do outro lado do mundo. Ainda sem crença nenhuma na realidade que o dominava dia e noite. Que consumia seus dias a fio como se não importasse ficar deitado o tempo todo naqueles cobertores. O que mudaria? De qualquer modo não fazia menor importância visto que a vida já havia lhe tirado o prazer e o sentido de viver. Foi então que ele notou que era esse o momento que se tornava adulto e a partir de então a espera era somente uma: A morte.

Márcio Mattos

09 novembro 2011

Cidade Desconhecida


Ele talvez não tenha notado como seu corpo jazia morto pela crueldade que ele tentava fingir não ter vivido. Fingia então estar levemente feliz. Confortável de frente para aquelas janelas com as cortinas de seda. De tanto tempo deitado na cama macia sua coluna começou a doer. Levantou-se. Quatro horas da tarde, um clima delicioso. A luz natural. Usava apenas cueca e camisa. Descalço esticou-se do lado da cama no quarto vazio. Cada estalar de ossos da coluna tinha uma força relaxante unicamente poderosa.
As horas passavam e ele tentava fingir que estava tudo bem. Que ele deveria aguardar mais um pouco, afinal, eram quatro da tarde e não cinco. E além de tudo. Deveria contar alguns minutos de atraso após as cinco da tarde. Contudo não foi capaz de acreditar na mentira que contava a si mesmo e saiu do quarto. Fez o check-out e caminhou até a praça que ficava logo a frente do Hotel.
Alguns minutos que mais pareciam dias girando o telefone nos dedos. Alguns cigarros se foram com a esperança de ele ligar. Ele resolveu então que deveria tomar coragem e ligar. Ligar logo. Ligar e perguntar por quê. Onde você esta? Por que demora tanto? Lembra se de mim, talvez? Lembra-se de ontem?
Vê-se então o jovem apertando com forma o corrimão das escadas, das calçadas enquanto fala ao telefone. Os olhos cerrados e um pouco de incredulidade no pouco do brilho dos olhos que se pode ver.

É novembro e o sol se põe acompanhado de nuvens laranja, vermelhas, amarelas. E reproduz luz na superfície do lago. Para onde ele olha inquieto pensando em pular ou não. Pensando no quanto poderia ser confortável e delicioso perder-se ali dentro. De olhos fechados. Para nunca mais voltar. Seu corpo quase flutua com os pensamentos e a fumaça do cigarro e ele fica ali pensando e fugindo dos pensamentos. Pouco mais vê o tempo passando e nem sabe mais o que pensou.

Márcio Mattos

16 maio 2011

Filho de João Hernesto

Depois de muito esforço fugi daquela rotina cansativa que já me atormentava há alguns meses. Senti uma boa dosagem de liberdade. Ainda que muito pequena. Foram poucos os minutos que este gosto me fez bem. Alguns poucos segundos a felicidade desapareceram no ar. E eu novamente perdi o foco do que fazia ou o que acontecia. Caminhei.
Convido então um bom amigo para comigo fumar o bom e velho cigarro da tarde de sexta-feira. Ou também de todas as nossas tardes juntos. As tardes de sábado. Sentamo-nos num dos nossos bancos, ou apenas aquele nosso banco de sempre. Nós não lemos um jornal. Nós não tomamos um café. Apenas sentamos, trocamos um cigarro ou outro. Pois temos gostos diferentes que por vezes estranham-se e misturam-se.
_ Frenesi.
_ Sim, é, um animo que eu sinto antes de tudo começar a acontecer.
_ Tudo bem. Eu sei o que significa. É que foi engraçado o uso da palavra.
_ Pois é.
_ Eu não gosto do “Frenesi” entende? Bom, vou tentar explicar melhor. É como se você estivesse aqui. Cansado da vida e de repente tomasse partido de se mudar da cidade. Pra um lugar bem longe. Você entraria no seu carro e veria uma estrada normal. De folhas velhas e grama ruim. Sem uma boa visão. De repente a estrada se fecha e você vê um tonel. Você meche o corpo no banco do seu carro e aperta as mãos no volante. Você está então se preparando pra entrar no túnel, que você não conhece. Você quer conhecer. Porque você não sabe nada sobre ele. Você então entra no túnel e lá dentro é tudo negro. Você começa a ter medo. Porque quer conhecê-lo melhor. Você já o penetrou e ainda assim está perdido num lugar onde você é cego. Não sabe a textura das paredes a sua volta e se tem limo. Não sabe as cores. Não sabe o cheiro. Mas suas mãos estão num volante a 200 km por hora e você está entregando-se de corpo e alma a algo que você não conhece. E neste momento você quer conhecer. Porque você está prestes a tocar no interior mais envolvente. O fim do túnel. Que é a luz. E a luz num lugar escuro e a resposta. E tudo que você tem de bom. É tudo. Neste momento você sente como se tudo fosse dar certo. Que tudo fosse mudar e ter um novo sentido. Você sente que a vida será nova, será boa daquele dia pra frente. Você mete o pé no acelerador e vai com toda a força pronto pra entregar-se mais ainda aquilo que você ainda não conhece, mas no inicio de tudo se propôs a conhecer. Contudo não tinha total certeza e tampouco coragem. Você já se sente completamente feliz e está completamente correto do que quer. Você é forte para encarar aquele momento e então. Bum!
_ Bum?
_ Você atravessa o fim do túnel e vê a mesma estrada de folhas velhas e grama ruim. Sem uma boa visão. Você se entregou ao nada. É então que você percebe que o único momento feliz da sua vida foi o “Frenesi”. Quando você tentava saber, conhecer e tocar em algo tão lindo. Algo tão puro e confortável de ter pra você. Porque quando realmente você toca. Você vê que não é como você sonhou por um instante.
_ Pois é. Eu já passei por essas coisas. Você vai se acostumar. São fases da vida.
_ Pois é. Ultimamente eu não estou escrevendo muito.
_ Eu também não. Preciso escrever. Estou com uma idéia na cabeça. Mas vamos embora que eu tenho uma reunião.
_ Eu vou voltar pro trabalho.


Dedico este àquele que não “É”.
Matt Oliver Castan

02 maio 2011

Vontade

Eu gostaria de estar escrevendo uma carta para você. Mas como é poder imaginar o que eu sinto por alguém que eu não conheço. E eu nunca fui de conhecer alguém tão rápido e instantâneo. Eu quis te conhecer. Naquela noite que sorri para você. Seus olhos brilharam numa alegria que eu nunca verei novamente. Sonhei. Acordei e vivi cada segundo da sua ausência sem ter a esperança da sua presença. O nosso amor não existe. O meu platonismo insistiu em te querer. Eu quis te conhecer ainda mais. Eu quis te querer ainda assim. Ainda que eu não pudesse. Eu ainda quero querer-te mesmo querendo não querer. Ainda quero te esquecer. Mas sinto falta da falta que a vontade de tê-lo me faz. Sou dois em um. E o outro eu é cruel comigo.
Quero lhe falar tudo que sinto por você. Mesmo que isso tudo não exista no mundo real. Fico calmo por saber que estou completamente flutuante no mundo fantasia. E nunca vou dizer que te quero. Nunca vou tentar um beijo que eu sonho. Nunca vou beijar o homem que eu quero conhecer. Nunca vou conhecer. Não nessa vida. Vou te amar em segredo. Ate que este segredo deixe de ser um segredo. Portanto nunca sonhei com você. Nunca o quis. Contudo. Eu quero saber sobre você. E ouvir sua voz para isso. Eu não quero seus beijos. Mas seus abraços me confortam como os de ninguém. Eu não quero tocar sua pele de carne. Mas quero dormir ao seu lado uma noite qualquer. Eu quero esquecer-me de você. Quando eu durmo você toma conta de meus sonhos. Isso pode ser cruel para mim. Isso pode ser verdade. Mesmo não te querendo preciso querer-te para saciar a fome da sua ausência.
Eu nunca te procurei. Eu nunca sonhei contigo. Eu não preciso mais de alguém. Por quê? Pode ser a peça que faltava. Essa pergunta sem resposta. De você ser tudo aquilo que eu sempre quis, mas nunca procurei querer? Eu tentei esquecer um pouco de mim. E esqueci que comecei. Eu morri por alguns dias. Alguns meses, ou algum tempo. Eu me esqueci quanto tempo faz que eu fui esquecer. Eu passei a lembrar sentindo sua essência do meu lado. E eu me lembrei do esquecimento. E no esquecimento lembrei que me esqueci de mim. Não lembro mais por que escolhi esquecer. Quero esquecer isso e viver.
Eu poderia estar escrevendo uma carta. Eu poderia estar deixando de lado o medo e a vergonha. Poderia, talvez, ultrapassar o submeter... Ao seu lado? Nunca vou poder querer-te comigo. Bem sei disso que nunca o tentei. Eu quis te conhecer. Eu quero estar com você. Eu quero sentir um pouco do seu gosto. Eu ainda estou confuso [...]
Márcio Mattos

23 março 2011

Circulos Viciosos

Eu estou numa rota direta como um andróide e o meu coração bate como uma bomba. Sem você por aqui é desconfortável. Eu sempre preciso de você do meu lado e você me faz cair como se eu desmoronasse. O caminho que você me fez percorrer é traçado por estrelas no céu e dor a minha volta. E eu não sei por quê.
Tento fugir de você e tudo isso, mas acabo voltando. Dou um giro completo no caminho que fiz pra te encontrar. Não consigo sair dessa armadilha que você pregou em mim. Meu coração como uma bala. Tente fugir e permaneça parado como num circulo vicioso. Porque você sabe que a gente sempre volta. Sempre volta.
E como se eu acordasse toda manha começando tudo do inicio. Não é uma rotina como a que eu sonhei. Como um déjà vu sem fim. Peço-te para me deixar ir e você me segura na porta de saída com os olhos. Eu preciso sentir-me bem como se você fosse embora da minha vida ou se eu encontrasse um lugar qualquer para ir. Sei que não é aqui, pois as pessoas interferem naquilo que elas não sabem. O que eu sinto aqui dentro é tão secreto que nem eu mesmo posso definir. E eu não sei por quê. Não sei por quê. Não sei por quê.
Eu permaneço fugindo, tentando, cantando e gritando. Mas continuo enrolado no centro desde anel. Eu puxo essas cordas, mas nem as queimando consigo me livrar. Aquelas milhas que eu corri atrás de você tentando fazer alguma diferença não mudaram nada fora de mim e eu não sei por que tento fugir de você e tudo isso, mas acabo voltando. Dou um giro completo no caminho que fiz pra te encontrar. Não consigo sair dessa armadilha que você pregou em mim. Meu coração como uma bala. Tento fugir e permaneço parado como num circulo vicioso. Porque você sabe que a gente sempre volta. Sempre volta.
Matt Castan

18 outubro 2010

Brincando de Rimar

Eu vou com esses caras pra algum lugar “sensacional”
Nossa não posso ao menos imaginar o que vai acontecer
Minha cabeça chega a girar quando penso como vai ser legal
Eu nunca imaginei que estaria aqui quando pensava; “quando eu crescer”
Quero voar no ritmo da ultima batida do seu tambor
Porque eu não estou seguindo somente o meu coração
Eu não sou um garoto cheio de amor
Sentindo o toque forte na minha pele eu sinto a emoção
Meu sorriso chega a estourar e atravessar a orelha
Todos agasalhados tremem com a noite fria
Nosso êxtase é tanto que minha pele queima
Não imaginei que alguma noite a felicidade surgiria
Márcio Mattos

Meu amor

Digam o que quiserem, oras. Falem o que for. Darei total atenção porem não deixarei meu amor por ti. A essa amável criatura que me faz sorrir, nunca a deixarei só, como nunca me deixou.
Márcio Mattos

06 setembro 2010

Segunda-Feira

Olha só, que saco. Dia chato. Hoje eu não vou trabalhar. Vou ficar aqui sentado. De frete pro computador a acabar com a visão. Não vou fumar, tem uma placa me impedindo de fazê-lo.

“Proibido Fumar”

Tomar no cu, que hoje eu to com raiva. Sim, estou de saco cheio da chatice. De saco cheio do céu nublado, que eu havia comentado como amo, que saco. Mas eu também não quero voltar pra casa hoje. Não, e também não estou a fim de ver o show ou visitar meus amigos que voltaram de viajem. Isso é frio da minha parte, mas falo a verdade. Que é pura. Eu quero ficar em algum lugar diferente, mas não tem nenhum. Mas até eu chegar nesse lugar, fuck. Eu deveria estar “alegrezinho” pra sair andando pela cidade doido atrás de um lugar calmo. Ontem foi bom, enquanto durou. Que saco. Acho que vou ler um pouco de textos amadores. Ler alguns textos dele só pra fazer media e puxar o saco mesmo, não perder a rotina... aaai, que merda.

Matt Castan

13 agosto 2010

Noite Fria, Cigarros e Ilusão

“Inquieto. Este é meu estado de espírito no momento em que escrevo, apesar de estar totalmente quieto e parado. Dentro de mim as coisas giram como um tornado a toda velocidade. Não sei para onde ir, quero sair do lugar, não sei me movimentar.”

Quero dicas de algum velho vivido, algum ser desconhecido que dirá para onde devo ir. Não sei mais o porquê de eu ainda tentar alguma coisa de minha vida, posso talvez dizer que é pelo meu medo do futuro ou qualquer coisa similar. Se sinta perdido e saberá onde me encontrar e me dizer o que devo fazer. Estou esperando num lugar tranqüilo...

Matt Castan

31 maio 2010

Obcecado

Minha cabeça esta rodando, de novo. Como sempre. Não sei bem o porquê isso acontece, creio eu que seja por minha grande ansiedade.

Não fico quieto um minuto sem pensar nas coisas que estão acontecendo ao meu redor, fico neurótico, louco. Queria tanto não estar aqui sentando pensando, queria tanto estar quieto num canto ao teu lado. Sentindo as coisas boas que você sente por mim, eu não estou acostumado e você me deixa mal acostumado.

Não paro de pensar um minuto naqueles momentos especiais, que só me lembrava em sonhos, não é nada normal para mim, não sei explicar por que. Quando estava ao seu lado, senti que era algo bom, senti medo, me senti bem e feliz. Saber que você esta ao meu lado, nossa, meu coração pula de felicidade, para mim antes só acontecia em sonhos, meus mais lindos sonhos. Como pode isso acontecer com um cara como eu? Sinto-me feliz. Sei pouco sobre você, sei que te conheço, mas por isso tenho medo, de ao certo realmente não te conhecer.

Eu fecho os olhos, tentando me distrair e só penso mais ainda em você. Fecho os olhos, e fico calmo porque logo penso dos segundos em que eu estava entre seus braços. Dá vontade de gritar, dá vontade de falar milhões de palavrões e xingamentos inúteis. Quando na verdade eu quero dizer:

.

"Por quê?"

.

Porque tão assustador e por que ao mesmo tempo tão bom? Porque quando eu me deito, quando estou calmo, consigo sorrir, consigo sorrir lembrando-me de você, pensando que eu finalmente tenho alguém, mas me mecho loucamente de um lado para outro pensando, por quê? Porque eu tenho você, mas você não esta aqui. É chato e irritante, mas esta completamente certo e é lei... Eu sinto vontade de quebrar as regras.

matt castan

14 maio 2010

Novo Layout no Blog "Colorful"


Para quem não sabe, eu possuo mais de um blog. Um deles é o Colorful, que conta sobre o livro que eu tento - eu disse tento - escrever. E hoje eu fiz um layout novo confira.

04 maio 2010

Texto antigo e sem nome.

Este eu posso dizer que amo, sim. Gosto muito dele pelo fato de ser um dos primeiros que eu escrevi e ainda assim ter ficado legal. Não gosto muito dele pela maneira que eu escrevia, na época achava que devia ser um pouco dramático e divertido ao mesmo tempo. Com essas coisas que pesam minha cabeça na hora de escrever me pergunto varias vezes se realmente posso ser um escritor um dia.

"Em vista dos acontecimentos eu notei algo
Não basta ser bom para ser feliz
Não vale a pena estar com seu corpo saudável
Se seu interior esta quase morrendo
É preciso se purificar, se sentir bem
Se eu digo agora que fumei um baseado?
Que ontem a noite eu tentei fazer diferente
Uma coisa que digamos, me fizesse rir um pouco?
O que você acharia disso?
É entranho eu ter vontade de ralar o joelho
ou cair de skate e marcar 5 pontos no queijo
Que tal passar mal de tanto se divertir com bebidas
Não falo coisa com coisa, mas esta tudo ok
As vezes é preciso fazer a diferença
Sair de casa para curtir um pouco
Crie seu mundo, basta ter vontade e coragem
Acredite você vai rir no final
Pois é melhor que viver atrás de uma mascara.
Quando saio de casa e olho as pessoas
Vejo que sou alguém diferente
E bom estar entre elas, elas não sabem
Elas nunca sabem nada sobre você.
Não conhecem de verdade
Então você é você mesmo
tente uma vez na vida curtir para ganhar o dia
E não faça simplesmente porque é "legal"
Faça porque pode valer a pena mais tarde
Agora e sempre, crie seu mundo do seu jeito
E se você se sentir mal pensando em tragédias
Lembre-se: O mundo lhe oferece escolhas
Basta saber o caminho certo que te fará bem
Sem preconceitos é possível superar tudo
Cabe a você melhorar o mundo
Eu não falo coisa com coisa, mas tudo bem."
-
Márcio mattos.
Achei uma parte desse texto muita engraçada; "sem preconceitos" entendeu?

Sonho Maior

Eu nem sei o porque desse nome, então não se pergunte também. Não é o único.
Este texto eu escrevi quando tinha uns 14 pra 15 anos eu acho e na época eu tentava - confesso que por vezes ainda hoje tento - colocar nomes de efeito dramático. Confira:

Chega à noite e eu vou me deitar

Durmo desejando nunca mais acordar

Tenho esperanças de que toda essa dor

Poderá em fim passar e acabar

Porém uma coisa me deixa em duvida

Se eu devo realmente partir

Fico sem saber para onde ir

Você que é meu guia

Deveria me ajudar a sair

Ilumine meu caminho, mas me deixe partir

Estarei bem sozinho posso garantir

Há muito chão a percorrer, me deixe ir

Já amanheceu e devo iniciar meu fim

Solte minha mão e me deixe fugir

Iniciou-se então um novo dia

O sol nasceu mais uma vez iluminando

O inicio de uma nova tentativa

Porem ficaria feliz em vê-lo partir

Trazendo consigo a noite

O problema é saber que tudo recomeçara

E mais uma vez lhe peço

Não se preocupe com o que acontecera a mim

- matt castan, ou melhor marcio mattos.

-

Carta.

Escrevi essa pra uma amiga minha acho que no inicio do ano passado (2009)

"As vezes eu queria que você tivesse só a mim para poder
ocupar todo meu tempo a você. Misturar nossos mundos em um só em que lhe daria
meu mundo interior.

Eu também gostaria que quando estivesse em sua companhia
o tempo parase para não precisar me preocupar com o mundo lá fora e aproveitar o
momento que teria ao seu lado.

Queria não poder ver, que quando setisse seu cheiro não
sentisse sua falta quando notasse que você nã estaria ali. Comigo.

Ou queria poder desligar meu coração para não sentir
saudade de você, porem.

Se eu não sentir a falta que você faz não terei, então,
um objetivo para viver.

Sem você vou morrer."


Eu ainda acho esse tipo de coisa que eu escrevia... ta, que eu ainda escrevo. Idiota. Posso melhorar. Mas vale a pena lembrar.

30 abril 2010

Humor Unico

Eu ainda, com certeza, pois sei disso. Não me recuperei da tragedia que eu mesmo causei. Estou mal, me sinto um lixo. Fico lutando 24 horas do dia contra minha propria cabeça com as ideias que são totalmente contraditorias.

Eu sinto que passamos por bons momentos e fico com uma vontade imensa da voltar. Mas como? Não temos nada, não construimos nada. Bom, eu construi sim, sozinho. Um amor, uma dor horrivel em meu peito. Criei confiança sem poder. Sua culpa. Não minha, afinal, posso dizer essas coisas por enquanto. Sou só uma criança mimada. Fico pensando sobre isso. "Amanha eu serei frio como adulto?" Pra ser sincero eu acho que não, então é ai que entra o fato de eu acreditar que serei pra sempre uma criança. Tá bom, não é pra tanto. Serei sempre um adolescente.

Porque eu nunca desisto de sonhar e de acreditar que amanha as coisas podem mudar. Mudar pra melhor. Fico imaginado a cena tipica de filme em que no climax eu vou me dar bem com o cara dos meus sonhos.

22 abril 2010

Matt Castan meet Márcio Mattos

Pra ser bem sincero eu não sabia o que eu estava fazendo, tava me sentindo mal e ao mesmo tempo bastante leve. O que dizer? Estava bem, estava mal. Só sabia de duas coisas eu estava sozinho e queria alguém do meu lado. O sol estava bem claro, mas fazia frio, o vento soprava forte em todas as direções, me sentei sem saber pra onde ir.

_ Caralho você vai ficar fazendo essa merda à vida toda?

_ Do que você ta falando? É quem pensa que é pra falar assim cara? Que isso?

_ Olha bem pra mim.

Eu olhei pra ele, vi em seus olhos algo bem familiar, ele tirou o chapéu e o cachecol. Era o...

_ Matt?

_ Sim, sou eu cara _ Ele fez um “L” com a mão e colocou em frente à testa.

_ Mas o que você esta fazendo aqui?
_ Pensando na vida.
_ Coisa que você faz muito né?

_ A gente Marcio, a gente!

_ Er... Ta.

_ Mas então, levanta essa bunda daí, velho.
_ O que a gente vai fazer?
_ Não sei.

_ Sei não acho que vou ficar aqui mesmo.

_ Pelo visto você ainda tem 14 anos né?

_ Como sabe?

_ Uai, foi quando eu sai de casa, se lembra? Ai como foi bom.

_ Você nunca voltou pra me contar como foi.

_ Foi no dia que eu comecei a fumar.

Puta merda, como assim? O Matt fuma? Eu nunca faria isso, quer dizer ele. Sei lá. Mas isso não esta nos meus planos.

_ Que merda é essa agora Matt?

_ É que eu cresci, há, há, há adoro dizer isso!

_ Não vou me orgulhar de crescer se for assim.

_ Para de show Marcio, você vai fazer essas coisas e vai adorar, tanto isso quanto sexo, vai se assumir na rua e andar soltando a maior franga. Vai namorar vários caras na rua e se orgulhar disso.

_ Não. Eu já jurei, só vou assumir depois dos 18.

_ Se você tirar três é.

_ Como assim?

_ 18 – 3 = 15

_ Não. Para com isso Matt, odeio quando você começa com essas palhaçadas. Eu nunca vou mudar.

_ Eu acredito em você e é por isso que você tem a mim.

Preferi ficar calado a perguntar ele o que isso significava minha cabeça já estava...

_ É o seguinte Marcio, a partir daqui eu tomo conta da coisa ok? Cala essa boca.

Blá, blá e blá. A cabeça dele já estava confusa e por isso, há, eu resolvi melhorar as coisas. Eu sou a revolução de Marcio Mattos, seja lá o que isso significa. Eu nem ligo muito pra isso sendo que nós não somos nada alem de jovens escritores e web designers. Ta a parte do design eu tiro onda, arrasamos litros. Bom eis que um belo dia parte de Marcio Mattos, e estou dizendo assim pra ficar mais fácil pra você caro leitor me entender. Parte de Marcio Mattos se deparou com um mundo que não era dele. Ele usava coisas que não faziam seu estilo, tinha opiniões e pontos de vista totalmente contrários a sua cabeça, ou posso dizer, a mim. Sim, eu sou a parte pensante de Marcio Mattos, sou eu quem faz a diferença.

_ Você ta acabando com minha auto-estima.

_ Acho melhor você não tocar nesse assunto.

_ Por quê?

_ Por que esse caralho de “auto-estima” nunca. Eu disse nunca. Vai melhorar.

_ Eu imaginei, mas eu queria perguntar uma coisa que me deixa um pouco envergonhado.

_ Envergonhado uma ova, você esta se escondendo por trás da mascara de Justin de novo né?

_ Ta, mas posso perguntar?

_ Pode.

_ Eu vou tentar me matar?

_ Só mais umas... Ta bastante. Mas aos 15 anos. No inicio de 2008 você vai parar com isso. Eu vou tomar parte de 80% do controle digamos assim.

_ Como assim.

_ Você vai tentar deixar de ser um paga pau do caralho, vai se dar mais valor e lutar pelas coisas que te fazem bem.

_ Tentar deixar de ser um paga pau?

_ Isso não esta dando muito certo, eu não estou conseguindo muito bem, desculpe-me. Mas melhorei em uns 90%.

_ Me dê um exemplo.

_ Eu parei de conversar com aninha e não chorei pela amizade dela.

_ A gente vai ser amigo da aninha _ Marcio fica super impressionado e apaixonado.

_ Posso ate dizer que é daí que você vira o que é.

_ Viro você.

_ Adoro.

_ Para com isso.

_ Ai Marcio, agora será que você pode levantar a bunda daí e vir comigo?

_ Mãe não vai gosta.

_ Ela não vai briga com você, pode ter certeza. Afinal eu já sei.

Meio a contra gosto, mas curioso pelas novas experiências Marcio se levantou e segui Matt, ficou feliz em ver que Matt estava 20cm mais alto e usava roupas muito mais legais.

...

Gay e Skate!

Quarta-Feira a Noite, Ana Paula e eu já não nos víamos a algumas semanas e colocávamos o assunto em dia.

_ Bom, mas fora isso esta tudo bem.
_ Pra falar a verdade não. _ Ana começa a contar algo ruim, porem eu não quero vela triste.
_ Deixa o papo ruim de lado, um pouco vou te contar uma novidade!
_ Conta então.
_ Vou enfim comprar meu skate.
_ O que? _ incrédula
_ Vou comprar meu skate, meu skate novo. Lembra que eu andava quando era mais novo... Eu já te contei isso.
_ Lembro mas... desde quando viado anda de skate?
_ Ah, é super cool cara, skater gay parece hetero. Super excitante.
_ Tá, mas isso eu nunca vi.
_ Ah fala serio vai, super legal. rsrs
_ É a mesma coisa de uma lesbica fazer balé. _ Ela reflete por alguns instantes _ Pois é eu fiz balé né...
_ Mas voç não é totalmente lesbica. É que você gosta de pessoas.
_ É.
_ Meu converse foi feito pra andar de skate sabia? _ Mostro meu converse que é um novo modelo.
_ Viado e skate, ta bom.
_ Vamos mudar de assunto então.

...

19 abril 2010

Confastí con ta'too: Ficção da melhor qualidade, falsidade. Que seja.

Comecei em fim a ler o novo livro da serie “Traidor do sangue”. Demorei leras e ainda me decepcionei um pouco, como sempre. Mas o que fazer sé é o melhor livro pra mim? O desfecho já não é da minha conta.

O livro já não começa bem, pois Matheus acaba de terminar o namoro super breve com Dimas. As coisas não vão nada bem para ele, parece que tudo vai mal de uma vez só. Depois de algumas semanas sofrendo ele chuta o balde de uma vez só e sai pegando até velha banguela que aparece em sua frente seguindo uma ideologia do tipo “Fechei meus coração e não amarei nunca mais.” Ele fica com um cara super lindo e gostosão. Eles não se gostam nem um pouco, apenas estão se pegando e mesmo sem estar gostando do cara o Matheus sai magoado na historia. A vida de Matheus começa a melhorar muito a partir daí o que você deve estar pensando “Vai ficar tudo bem...” Você acha mesmo que essa alegria vai durar? Não sei, porque ele conheceu o Abel que ele realmente pensa que é o cara perfeito. A exceção da regra “Homem Não presta, nem eu”

Até eu tava todo bobo achando que dessa vez ia ser a vez do Matheus, mas eu acho que Matheus e Abel não vai acontecer. Trágico.

Mas isso é típico de Matheus, afinal ele é o “traidor do sangue”. Todo castigo é pouco. Coitado... Muito sacana o autor. (Angel Antony M.)

Confastí con ta'too é uma criptografia:

O termo criptografia surgiu da fusão das palavras gregas "kryptós" e "gráphein", que significam "oculto" e "escrever", respectivamente. Trata-se de um conjunto de conceitos e técnicas que visa codificar uma informação de forma que somente o emissor e o receptor possam acessá-la, evitando que um intruso consiga interpretá-la. Para isso, uma série de técnicas são usadas e muitas outras surgem com o passar do tempo.

'matt castan'

.

16 abril 2010

Put's! Por que tem que ser assim?

Sim, eu estou com raiva, afinal... Se teve inicio é porque tem que ter meio e fim.
Se você esta aqui agora, foi porque isso foi escrito em sua historia, e você não pode mentir.
Se não é, a culpa é totalmente sua pois ninguém lhe mandou até mim atoa, então... veio porque quis.

As coisas não podem ser de brincadeira meu bem, a vida é dura e é real. É DIFICIL demais para ficar jogando assim.
Não faça do mundo um playground, as coisas não funcionam desse jeito.
Eu quero que você olhe para mim e diga: "Eu não te amo" eu quero que você diga que não me ama. Responda porque esta aqui, porque tentou entrar na minha vida, ganhar um lugar em meu coração?
Pediu? É seu, mas use de forma correta. Tem pra todo mundo sabia? Basta você querer, então sendo assim... NÃO QUEIRA.

A vida não é feita de regras, dizem, mas não. Amor e paixão não são diferentes, só que você ama alguém mais e ama alguém menos. E em diferentes epocas do ano e da sua vida.
Se você me tocou dessa forma, eu posso te chamar; posso te pedir. Se você me fez sentir algo, eu posso te pedir. Se você me fez feliz...

Então... eu posso te fazer feliz.

Sonhos

Uma noite calma, porem sombria, sem paz, sem segurança
O escuro guarda as lembraças de um passado nada bom.
Em meio às vozes, altas demais, fiquei quieto, ninguém me viu
Em meio ao barulho, ninguém ouviu meus gritos, demorei tanto para emiti-los e ainda assim ninguém me viu.

Todos seus pesadelos nos rodeavam. Todas aquelas sombras estavam ali.
Uma nevoa intensa tomava conta de mim, ninguém poderia me ver
Deitei-me sentindo o frio do chão, sem vida. Ouvindo as folhas secas se quebrando a medida que me deitava, senti paz.
Agora podia ver o céu e algumas estrelas ainda brilhavam, nada mal. Fecho meus olhos e escuto ao longe os lobos uivando
Mesmo assim, algo me deixa em paz, me sinto calmo e seguro.

Abro meus olhos e os vejo, são castanhos e me dão paz.
Em meio às vozes turvas, fiquei quieto, somente você me viu.
Em meio ao transtorno, ninguém ouviu meus gritos, você me ouviu.
Demorei tanto para encontra-lo
Agora você me dá medo

Uma noite calma, porem sombria, sem paz, sem segurança