22 novembro 2010
Primeira Passagem de Vida e Morte
20 novembro 2010
LSD
18 outubro 2010
Terceiro Andar
Brincando de Rimar
Nossa não posso ao menos imaginar o que vai acontecer
Minha cabeça chega a girar quando penso como vai ser legal
Eu nunca imaginei que estaria aqui quando pensava; “quando eu crescer”
Porque eu não estou seguindo somente o meu coração
Eu não sou um garoto cheio de amor
Sentindo o toque forte na minha pele eu sinto a emoção
Todos agasalhados tremem com a noite fria
Nosso êxtase é tanto que minha pele queima
Não imaginei que alguma noite a felicidade surgiria
Meu amor
30 setembro 2010
Você
Passei dias, semanas e meses sem querer alguém novamente para me olhar no fundo dos olhos defronte ao meu corpo sentado de pernas cruzadas sentindo as minhas mãos em seus cabelos. Com a noite a nossa volta, a luz leve da janela de madrugada e o frio. A calmaria. Sem essa passei muito tempo para mim. Sendo somente eu e meu cigarro. Minha cidade - a minha mãe.
Essa saudade me mata e cansa meus olhos. Meu corpo fica tão estranho sentando aqui no trabalho. Essa musica perdeu toda a graça e procuro alguma e nunca acho aquela que me fará fechar os olhos e imaginar minha respiração. Quero algo que não idealizo. Quero um sonho que não conheço e um desejo que não imagino. Quero sair daqui com o coração doendo e o medo. Quero tanto chorar, quero tanto algo que eu não sei dizer. Este céu sempre me deixa assim, estranho. Fecho os olhos a contragosto e vejo objetos de sua responsabilidade, vejo sua personalidade. Lembro da noite especial do ultimo fim de semana, não sei o que quero. Não sei o que é certo. Sua amizade me mata, tua ausência me destrói. Tua presença queima minha autoconfiança. Quero-te longe eu mesmo tempo que quero perto e se perto não sei o que faria. Sei que nunca diria o que sinto. Nunca seria capaz de falar-te que depois de tanto acontecido meu coração ainda encolhe-se e contrai no meu peito quando tua face vem a minha visão. Mesmo que de longe quero correr de ti. Fico sem palavras, fico sem rumo. Perco o ritmo do meu dia inteiro somente pensando naqueles poucos míseros segundos que você veio a meu encontro, passou e foi. De cabeça baixa ao longe sumiu. Eu não fiz nada pra impedir. Desde aquela noite em que eu chorei ao teu lado não sou o mesmo.
Desde que acordei para te ver minha alma trocou de corpo ou o corpo de alma. Já não sei. Somente sei que deixou quem eu era num passado que não tenho vontade de reencontrar. Sinto-me mais profissional, mais maduro, mais responsável. Sinto-me homem e me sinto digno. Sinto-me alguém. Apesar de me sentir ainda, jovem demais. Talvez por não souber o que quero. Quem eu sou. Pelo menos não com plena certeza do que digo.
Não gosto de viver essa ilusão. Achar dentro de mim esperança de algo que nunca vai acontecer. Imaginar que por trás de seu sorriso há um sentimento especial por mim. Há! Porque imagino essas coisas ainda, com tanta estrada na ilusão não aprendo nunca.
... Nunca!
Márcio Mattos
20 setembro 2010
Trecho de Colorful
Trecho de Colorful (Capitulo 01 – Inicio de Tudo – Livro 01 – O amor acontece)
Do contrario a manha anterior o calor toma conta da cidade. A mudança de clima assusta Miguel que acorda ás nove da manha. Uma luz forte com o tom levemente amarelado entra cortando as cortinas de seda branca e repousando no tapete bege no centro do quarto. O que parecia cinco minutos de sono para Miguel foram dez horas para o relógio. Confuso o garoto tenta seguir os murmúrios que o despertaram de repente. Eles vêem do andar de baixo e sobem ferozmente. Da mesma forma somem e voltam. Fazendo um circulo vicioso e confuso. Havia alguém em casa alem de seu pai. Alguém viera lhe dar as boas vindas. No momento não bem vindas. Miguel viu então sua paz sumir feito uma bolha de sabão no ar. Fez que não com a cabeça virou-se em direção contraria entrou novamente em seu quarto onde se despiu e entrou no banheiro.
O vapor da água quente se perdia no ar desenhando a silhueta nua de Miguel e dançava a seu redor. A água corria seu corpo. Ele sentia como se aquilo lavasse sua alma enquanto medo e felicidade consumiam-no inteiramente. Feliz por deixar tudo o que passou. Os piores dias de sua vida, suas piores lembranças. As marcas dos fantasmas de seu passado. Apavorado pelo que poderia acontecer daquele momento em diante. Do momento que abriu os olhos num lugar longínquo a aquele que lhe fez tanto mal. Medo da escola. Medo das pessoas e da cidade. Medo de amigos e medo de amores. Ou talvez somente medo. O pseudo-medo que o encorajava a tentar.
Márcio Mattos